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Sábado, 23 de outubro de 2021
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RIO SALGADO

DOCE RIO SALGADO

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DOCE RIO SALGADO

 

Afluente do Rio Itaytera

Nasceste na Serra da Batateira

Rio Salgado tão doce a correr

Numa sintonia suave e fagueira

Padim Ciço o chamou Rio Jordão

Transbordando fé e devoção

Assim descreveu uma romeira.

 

Descendo, chega em Missão Velha

Onde rituais Kariris eram tradição

Cachoeira que esconde muitos segredos

Onde o Salgado faz sua afloração

Dando via e esperança aos ribeirinhos

Que ao longo foi trançando seus caminhos

Um futuro mais certo em amplidão.

 

Beijando as Lavras da Mangabeira

O viajante Salgado forma o Boqueirão

A pedra lavrada se transforma em duas

Deixando-o seguir a outro rincão

Na lua ceia Mo-ara se banhava

Num canto atraente o índio encantava

Levando-o as profundezas do porão.

 

O Salgado valente firme segue

Umedecendo a planície do Torrão

Alimentando os Icós que aqui viviam

E ainda hoje suas ceias trazem emoção

Muita prata, ouro e pedra preciosa

Foram extraídas pela Coroa ambiciosa

Fazendo o Rio sua fonte de exploração.

 

Através de Ti doce Salgado

Nossa Icó se deu em construção

Testemunhastes bons e maus momentos

Impostos pelos Portugueses em colonização

Na estiagem nos traz dor e sofrimento

Na abundância das águas é um alento

Saciando a sede do nosso Sertão. 

 

Infelizmente hoje estás poluído

Pela falta de consciência da população

Outrora brincávamos, bebia e pescava

Cultivávamos vazantes de milho e feijão

Agora cultivamos apenas a esperança

De revivermos a mágica lembrança

Que fostes ontem fonte de inspiração.

 

Ainda em Icó se emana ao Jaguaribe

Vai trilhando seu destino ao Castanhão

O maior açude do Nordeste

Que abastece Fortaleza e região

Tu és ó Salgado uma bonança

Que as boiadas percorriam em comilança

Pra no Icó ser vendida a patacão.

 

Inspirastes em muitos a lenda do papagaio

Afogando-se em suas águas em aflição

O pescador bondoso o trouxe a sua margem

Livrando o indefeso da enchente em ação

Mas aonde é que estou ? pois a perguntar

Estás no Icó, já ouviu falar?

 Me joga de volta, aqui fico não.

 

Que todas as dores se vão em tuas águas

Levando pra longe agruras e solidão

Nas vindouras traga sempre boas novas

Brotando paz e amor em cada coração

Sob as bênçãos do Senhor do Bonfim

Da mãe da Expectação e tudo em enfim

Bana de graças a Princesa do Sertão.

 

 

                          Cláudio Pereira

          Professor, vigilantes, poete e compositor.

     

 

Fonte/Créditos: PROFESSOR, MEMORIALISTA, POETA CORDELISTA, CLÁUDIO PEREIRA

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