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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

Ceará

Conta de luz deve ficar mais cara no Ceará: reajuste médio pode chegar a 5,78% em 2026

Segundo a Aneel, o reajuste é influenciado principalmente pelos custos das chamadas Parcelas A e B, que compõem a tarifa de energia.

Redação Icó News
Por Redação Icó News
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Conta de luz deve ficar mais cara no Ceará: reajuste médio pode chegar a 5,78% em 2026
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Os consumidores cearenses devem se preparar para um aumento na conta de energia elétrica ainda neste mês de abril. Um estudo técnico elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aponta um reajuste médio de 5,78% nas tarifas de energia no Ceará para 2026.

De acordo com o levantamento, baseado em informações fornecidas pela Enel Distribuição Ceará, o aumento será diferenciado conforme o tipo de consumidor. Para os usuários de alta tensão (como indústrias), a alta prevista é de 9,61%, enquanto para os consumidores de baixa tensão, incluindo residências, o reajuste estimado é de 4,67%.

Decisão sai nesta semana

A proposta será analisada pela diretoria da Aneel em reunião marcada para esta terça-feira, dia 14 de abril. Caso seja aprovada, a nova tarifa entra em vigor a partir do dia 22 de abril, conforme estabelece o contrato de concessão da distribuidora, em vigor desde 1998.

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Se confirmado, este será o primeiro aumento médio nas tarifas desde 2023, quando houve alta de 3,06%. Nos dois anos seguintes, os consumidores chegaram a ter reduções nas contas, com quedas de 2,81% em 2024 e 2,10% em 2025.

O que explica o aumento

Segundo a Aneel, o reajuste é influenciado principalmente pelos custos das chamadas Parcelas A e B, que compõem a tarifa de energia.

  • Parcela A: engloba custos não gerenciáveis pela distribuidora, como compra e transmissão de energia, além de encargos setoriais (como a Conta de Desenvolvimento Energético – CDE). Essa parcela representa cerca de 61,7% da receita da concessionária.
  • Parcela B: corresponde aos custos operacionais da empresa, como manutenção e atendimento ao cliente.

De acordo com especialistas do setor, a Parcela A teve impacto positivo de 5,71%, enquanto a Parcela B apresentou efeito negativo de -1,24%, além de componentes financeiros externos que contribuíram com 1,31%, resultando no índice final de 5,78%.

Aumento poderia ser maior

O reajuste previsto é inferior ao estimado anteriormente por consultorias do setor elétrico, que projetavam alta de até 9,77% no Nordeste. Ainda assim, o índice poderia ser ainda maior caso não tivesse sido adotado, em 2025, um mecanismo de diferimento tarifário.

Na época, a Enel Distribuição Ceará solicitou o adiamento de parte dos custos para evitar um impacto mais forte em 2026. Sem essa medida, o aumento poderia chegar a até 14%, segundo simulações.

O que diz a Enel

Em nota, a distribuidora reforçou que a definição das tarifas é de responsabilidade exclusiva da Aneel. A empresa destacou ainda que, nos últimos dois anos, houve redução nas contas de energia no Estado.

Cenário segue em análise

As informações foram obtidas com base em dados divulgados pelo jornal O Povo. A expectativa agora gira em torno da decisão final da Aneel, que deverá confirmar — ou ajustar — os percentuais apresentados no estudo técnico.

Enquanto isso, consumidores e empresas já se preparam para um possível impacto no orçamento com a elevação das tarifas de energia elétrica no Ceará.