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Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
Icó

Icó registra maior número de fogo na vegetação em 2023, aponta anuário de Focos de Calor

Em 2023, o Estado testemunhou um aumento alarmante desses eventos

Redação Icó News
Por Redação Icó News
Icó registra maior número de fogo na vegetação em 2023, aponta anuário de Focos de Calor
Fogo em vegetação em Icó - Imagem - Portal Icó News
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No último ano, o município de Icó, situado nas regiões do Centro Sul e dos sertões cearenses, desponta como o epicentro de focos de calor, conforme revela a primeira edição do Anuário de Focos de Calor, divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Quando o solo alcança uma temperatura superior a 47°C, indicando possíveis focos de incêndio na vegetação, satélites que monitoram o Ceará identificam esses pontos como "focos de calor". Em 2023, o Estado testemunhou um aumento alarmante desses eventos, totalizando cerca de 94 mil ocorrências em todas as suas regiões.

Os dados, compilados por 10 satélites que monitoram diariamente o território cearense, revelam que Icó liderou com 3.748 focos de calor, seguido por Acopiara (3.085), Mombaça (2.800), Saboeiro (2.152) e Crateús (2.094).

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Combate a fogo em vegetação em Icó - Imagem - Portal Icó News
Combate a fogo em vegetação em Icó - Imagem - Portal Icó News

 

Segundo o meteorologista Frank Baima, responsável pela análise dos dados, embora os números não sejam precisos devido à possibilidade de duplicidade nos registros, os meses de setembro a dezembro, conhecidos como período "B-R-O bro", historicamente testemunham um pico dessas ocorrências.

Baima explica que a diminuição das chuvas e o aumento das temperaturas no segundo semestre propiciam as queimadas, com as condições climáticas tornando-se ideais para a propagação do fogo. No entanto, ele ressalta que a principal causa dos incêndios é a ação humana.

Embora paradoxalmente, as duas últimas quadras chuvosas positivas tenham favorecido o crescimento da vegetação, essa mesma vegetação, agora seca, torna-se vulnerável durante o período seco, contribuindo para a propagação do fogo.

Os focos de calor não apenas impactam o clima, mas também causam danos significativos ao meio ambiente, prejudicando a biodiversidade e a saúde humana. Frank Baima destaca que além das consequências imediatas, como desconforto térmico, esses incêndios também acarretam em problemas de saúde a médio e longo prazo, aumentando a carga sobre o sistema de saúde estadual.

Portanto, o desafio de conter os incêndios florestais não se limita apenas ao combate ao fogo, mas também à implementação de políticas e práticas que abordem as causas subjacentes desses eventos, garantindo a preservação da natureza e o bem-estar da população cearense.

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