A seca voltou a preocupar o Ceará. De acordo com o mais recente boletim do Monitor de Secas, divulgado nesta sexta-feira (16), o estado apresentou uma piora significativa nos indicadores relacionados à estiagem, com avanço da seca fraca e o retorno da seca moderada.
Conforme o levantamento, com dados referentes ao mês de abril, a área do estado sem registro de seca caiu drasticamente: de 80,04% em março para apenas 45,08% agora. Isso significa que mais da metade do território cearense passou a ser afetado pelo fenômeno.
A condição de seca fraca, que antes abrangia 19,96% do estado, saltou para 54,92% em abril. O Monitor também identificou, pela primeira vez desde dezembro de 2023, a presença de seca moderada, que atualmente atinge 1,54% do território.
As regiões mais impactadas estão localizadas no centro e sul do Ceará. Segundo o Monitor, a situação pode acarretar efeitos de curto prazo, como redução no plantio, prejuízos no crescimento das culturas agrícolas e dificuldades para a manutenção de pastagens.
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Impactos no campo e preocupação com o abastecimento
A seca fraca já começa a afetar atividades no campo, especialmente o plantio de culturas de subsistência e a alimentação do rebanho. Especialistas alertam para o risco de agravamento nos próximos meses, caso o cenário climático não melhore.
Sobre o Monitor de Secas
O Monitor de Secas é uma ferramenta de acompanhamento mensal das condições de estiagem no Brasil. O levantamento é feito de forma colaborativa por instituições estaduais e federais, com coordenação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). No Ceará, a análise e validação dos dados contam com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
O sistema utiliza dados meteorológicos, hidrológicos e de impacto em tempo real para produzir mapas que mostram a intensidade da seca em cada região, facilitando o planejamento de ações por parte do poder público e da sociedade.