O tradicional café com pão, preferência nacional no café da manhã dos brasileiros, deve pesar mais no bolso em 2025. Tanto o café quanto o pão devem sofrer reajustes de preços, pressionando o orçamento das famílias logo nos primeiros meses do ano.
O café segue em alta contínua há vários meses. Em outubro deste ano, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da bebida aumentou 5,3% em Fortaleza, sendo a segunda maior elevação mensal na cesta básica da capital cearense, atrás apenas da carne, que subiu 9,9%.
Enquanto isso, o pão, que vinha se mantendo estável, está prestes a passar por um reajuste. Apesar das flutuações do dólar, que afetam o trigo importado, os preços devem aumentar devido à elevação de custos no setor de panificação, como os reajustes salariais dos trabalhadores e o impacto das tarifas de energia elétrica.
Impacto no bolso
Com esses aumentos, o café da manhã do brasileiro, conhecido por ser uma refeição simples e acessível, deve ficar mais caro, impactando especialmente as famílias de menor renda. O café e o pão, itens básicos na mesa, são essenciais na alimentação diária e, por isso, qualquer alta tem um peso significativo no orçamento doméstico.
O Dieese alerta que o cenário de alta nos preços de itens da cesta básica reflete não só a inflação, mas também outros fatores, como custos de produção e logística. Segundo especialistas, a tendência é de que os preços permaneçam elevados, ao menos no curto prazo, até que o mercado encontre um novo ponto de equilíbrio.
Preocupação social
Para muitos consumidores, a elevação nos preços da dupla clássica do café da manhã é mais um reflexo da alta no custo de vida. Diante disso, a busca por alternativas, como marcas mais baratas de café ou tipos de pão mais acessíveis, deve aumentar nos próximos meses.