Funcionários do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal aprovaram a paralisação de suas atividades por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 10 de setembro. A decisão veio após o encerramento das negociações sem acordo sobre a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos das instituições.
A paralisação foi deflagrada após a rejeição massiva das propostas patronais em assembleia virtual promovida nos dias 3 e 4 de setembro pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Ceará (SEEB-CE) e entidades da categoria. Entre os bancários da Caixa, a rejeição chegou a 95,67%, enquanto no Banco do Brasil o índice de recusa atingiu 79,47%.
Em contrapartida, os empregados de bancos privados e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) aceitaram as propostas apresentadas e seguem com o trabalho regular.
Principais Motivos do Impasse
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Caixa Econômica Federal: O ponto central de divergência é a reestruturação do Saúde Caixa. A proposta do banco prevê reajustes baseados na faixa etária dos funcionários, o que violaria os critérios históricos do plano. A Caixa alega que atender às exigências dos trabalhadores geraria um acréscimo de R$ 190 milhões, valor insuficiente para cobrir o déficit projetado para o ano.
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Banco do Brasil: Os trabalhadores alegam que a proposta final deixou de contemplar reivindicações essenciais da categoria. O banco, por sua vez, argumenta que atingiu o teto do que podia oferecer em razão das restrições da legislação em anos eleitorais.
Como Ficam os Atendimentos
A adesão dos funcionários deve causar redução ou interrupção no atendimento presencial nas agências físicas de ambos os bancos ao longo do período de greve.
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Canais Digitais: Os aplicativos para smartphone, o Internet Banking e a plataforma Caixa Tem continuam operando normalmente.
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Serviços Essenciais: O funcionamento de serviços básicos presenciais dependerá do nível de adesão em cada unidade.
Mesmo com o início da paralisação, novas rodadas de diálogo estão previstas. A Caixa convocou entidades representativas para reuniões de negociação em São Paulo, e o Banco do Brasil agendou novas assembleias para avaliar propostas de reabertura de mesa com os sindicatos.
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