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Quarta-feira, 16 de Setembro 2026
Eleições 2026

Mulheres de prefeitos e parlamentares lideram repasses do Fundo Eleitoral no Ceará

A corrida por representatividade na Câmara dos Deputados movimentou quantias bilionárias

Redação Icó News
Por Redação Icó News
Mulheres de prefeitos e parlamentares lideram repasses do Fundo Eleitoral no Ceará
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No Ceará, o repasse das verbas partidárias nacionais revelou estratégias distintas entre as siglas, impulsionando tanto deputados que buscam a reeleição quanto candidatas sem mandato, mas com forte projeção política municipal.

A liderança dos repasses no estado ficou com Sandrinha Cavalcante (Cidadania), primeira-dama de Juazeiro do Norte e esposa do prefeito Glêdson Bezerra. Concorrendo pela primeira vez a um cargo público, ela acumulou R$ 3,1 milhões de verba partidária — valor próximo ao teto legal de gastos para o cargo (R$ 3.176.572,53) e que representa cerca de 5% de todo o fundo eleitoral do Cidadania nacional.

Outras figuras conhecidas no meio político e familiar também ganharam destaque nas primeiras posições:

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  • Danilo Forte (PP) - R$ 3.000.000,00

  • Giordanna Mano (PRD) - R$ 3.000.000,00 (ex-prefeita de Nova Russas e esposa de Junior Mano)

  • Aj Albuquerque (PP) - R$ 2.950.000,00

  • Dayany do Capitão (União) - R$ 2.900.000,00

  • Yury do Paredão (MDB) - R$ 2.850.000,00

  • Domingos Neto (PSD) - R$ 2.800.000,00

  • Fernanda Pessoa (PSD) - R$ 2.800.000,00

  • Erika Amorim (Republicanos) - R$ 2.566.666,67 (esposa do prefeito de Caucaia, Naumi Amorim)

Todos os 18 deputados federais cearenses em exercício que disputam a reeleição integraram a lista dos 40 nomes mais beneficiados no estado.

O montante global de R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral foi pulverizado de acordo com o tamanho das bancadas federais. O PL (R$ 881 mi), o PT (R$ 615 mi) e o União Brasil (R$ 526 mi) detiveram as maiores fatias do país.

No entanto, a destinação interna revelou duas linhas de atuação bem distintas:

  • Concentração de recursos: Legendas como Cidadania, MDB, PDT, PRD e PSOL preferiram injetar altos volumes em poucos nomes prioritários para garantir bancada mínima. O PV, por exemplo, destinou mais de 5% de sua verba nacional para garantir a candidatura de Eduardo Bismarck (R$ 2,5 milhões).

  • Distribuição equitativa: Siglas maiores como PL, PT e PSD optaram por repasses equilibrados entre seus "puxadores de voto". No PL, parlamentares com mandato como André Fernandes, Matheus Noronha e Jaziel receberam R$ 1,7 milhão cada, enquanto os candidatos vindos de outras casas legislativas receberam R$ 1,5 milhão.

Criado em 2017 para compensar a vedação de doações empresariais estabelecida pelo STF em 2015, o Fundo Eleitoral exige que qualquer saldo não utilizado pelas campanhas seja restituído integralmente ao Tesouro Nacional após o pleito.

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