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Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão, resultando no recolhimento de aparelhos celulares, documentos e quantias em dinheiro em espécie. Entre os investigados e alvos da operação estão vereadores da cidade, um assessor jurídico da Câmara Municipal e integrantes do grupo criminoso.
Por determinação judicial, uma policial militar e outros agentes públicos investigados foram afastados de suas funções públicas por um período inicial de 180 dias.
Extorsão e coação a eleitores
Segundo o apurado pelas investigações, a facção cobrava uma espécie de "pedágio" — valor estipulado em cerca de R$ 60 mil — para permitir que candidatos realizassem campanhas e tivessem acesso a determinados bairros de Sobral. Paralelamente ao esquema financeiro, o grupo recorria a ameaças e coação contra moradores para manipular o voto da população local.
A pedido do Ministério Público Eleitoral, a Câmara Municipal de Sobral foi notificada a entregar uma relação completa de todos os ocupantes de cargos comissionados, de confiança e temporários do Poder Legislativo. O relatório deve detalhar funções, carga horária e informar se houve checagem de antecedentes criminais antes ou após as nomeações.
Força-tarefa e crimes investigados
Os mandados foram expedidos pela Justiça Eleitoral a partir de solicitação conjunta do MPCE — por meio do Grupo Auxiliar Eleitoral (Gael) e da 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza — e da FICCO. A operação contou ainda com o apoio operacional do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Norte) e da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco Norte) da Polícia Civil.
Se condenados, os suspeitos poderão responder por diversos crimes, incluindo:
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Integrar organização criminosa;
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Exercício de domínio social estruturado;
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Extorsão e corrupção;
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Lavagem de dinheiro;
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Impedimento do exercício de propaganda eleitoral.
O significado de "Omertá"
O nome batizado para a operação faz referência ao termo Omertá, um rigoroso código de silêncio e honra associado historicamente à máfia italiana. O princípio proíbe qualquer tipo de cooperação com autoridades policiais ou judiciais, prevendo a morte como punição para aqueles que quebrarem o juramento dentro do crime organizado.
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