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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026

Regional

Prefeito e vice de Jardim são afastados em operação da PF que investiga desvios milionários

A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos federais, corrupção e lavagem de dinheiro.

Redação Icó News
Por Redação Icó News
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Prefeito e vice de Jardim são afastados em operação da PF que investiga desvios milionários
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O prefeito do município de Jardim, Antonio Fernando Coutinho (PT), e a vice-prefeita Jezika Matias Costa (PSB) foram afastados dos cargos durante a Operação Kingdom, deflagrada na manhã desta quinta-feira (21) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União.

A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos federais, corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão em seis cidades cearenses:

Leia Também:

  • Juazeiro do Norte
  • Jardim
  • Sobral
  • Barbalha
  • Aurora
  • Porteiras

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal. Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas com indícios de funcionamento irregular, além de vínculos familiares e possíveis intermediários, para direcionar contratos públicos e ocultar a movimentação de recursos supostamente desviados.

Os investigadores também apuram a inserção de cláusulas restritivas em processos licitatórios com o objetivo de favorecer empresas previamente selecionadas.

Empresas movimentaram milhões

De acordo com a Polícia Federal, uma das empresas investigadas movimentou cerca de R$ 290 milhões. A suspeita é de que parte desses valores tenha sido utilizada em operações de lavagem de dinheiro e no pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Ainda conforme a investigação, cinco empresas alvo da operação mantiveram contratos com mais de 30 prefeituras e órgãos públicos nos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Juntas, elas teriam recebido mais de R$ 15 milhões em recursos federais e aproximadamente R$ 32 milhões provenientes de contratos públicos.

As apurações apontam que o núcleo do suposto esquema operava a partir do município de Jardim, na região do Cariri cearense.

Os investigados poderão responder por crimes como:

  • Organização criminosa
  • Fraude à licitação
  • Corrupção
  • Lavagem de dinheiro
  • Peculato
  • Falsidade ideológica

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento para identificar a extensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações do O Povo