O Açude Orós voltou a sangrar pelo segundo ano consecutivo, confirmando mais um momento histórico para a segurança hídrica do estado. A sangria foi registrada na manhã desta quarta- feira 15, após dias de expectativa impulsionados pelas chuvas intensas na bacia do Alto Jaguaribe.
Este é o segundo ano seguido em que o reservatório atinge sua capacidade máxima de 1,94 bilhão de metros cúbicos e transborda. Em 2025, o fenômeno ocorreu no dia 26 de abril, por volta das 22h30, marcando, na época, a primeira sangria após um intervalo de 14 anos.
Além da forte carga simbólica e emocional para a população, a sangria do Orós traz benefícios concretos. O reservatório desempenha papel fundamental na perenização do Rio Jaguaribe, no apoio à irrigação agrícola e no abastecimento de diversas comunidades ao longo de sua área de influência.
De acordo com dados atualizados do Portal Hidrológico do Ceará, mantido pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, o açude já havia atingido 94,46% de sua capacidade antes de sangrar.
O cenário hídrico do estado também é positivo. Atualmente, 23 açudes estão sangrando no Ceará, enquanto outros cinco apresentam volume superior a 90%. Por outro lado, 31 reservatórios ainda registram volume inferior a 30%, indicando a necessidade de continuidade das chuvas para equilíbrio total.
Oficialmente denominado Barragem Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Açude Orós é o segundo maior reservatório do Ceará, ficando atrás apenas do Açude Castanhão. Construído na década de 1960, o equipamento é uma das principais estruturas de armazenamento de água do estado e peça-chave na gestão dos recursos hídricos cearenses.