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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

Regional

Comitês de bacias decidem liberar água para irrigação no Jaguaribe

Serão 500 litros por segundo neste segundo semestre. O volume garantirá produção de alimentos para o rebanho bovino leiteiro.

Gustavo
Por Gustavo
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Comitês de bacias decidem liberar água para irrigação no Jaguaribe
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Na tarde da última quinta-feira, aconteceu o XXVIII Seminário de Alocação Negociada dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, que reuniu os integrantes dos Comitês das Bacias do Alto, Médio e Baixo Jaguaribe, Banabuiú, Salgado e Metropolitana.

É essa assembleia-geral que define o volume de água a ser liberado pelos três maiores açudes do Ceará, o Castelão, o Orós e o Banabuiú, ao longo dos próximos seis meses – que é a temporada de estio. 

Participaram do evento mais de 200 pessoas.

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Realizado anualmente em junho ou julho, o evento tem o objetivo de definir, com direta participação da sociedade, essa outorga.

Foi decidido que o açude Castanhão passará a liberar 500 litros de água por segundo, dos quais 300 litros/s se destinarão ao Distrito Industrial Jaguaribe-Apodi (Dija) e 200 litros/s para o Perímetro de Irrigação Tabuleiros de Russas.
 
Esse volume de água garantirá a irrigação dos campos cultivados de milho, sorgo e palma forrageira, que são, hoje, no Médio e Baixo Jaguaribe, a principal fonte de alimentação do gado leiteiro (a região é, com o Sertão Central, a principal bacia leiteira do estado).

Graças ao cultivo dessas forrageiras, a produção cearense de leite experimentou crescimento nos anos de seca da década passada.

A decisão dos comitês das Bacias do Alto, Médio e Baixo Jaguaribe veio em boa hora, uma vez que, por causa da raquítica pluviometria deste ano, a perspectiva para este segundo semestre era de queda da produção de volumosos para o rebanho bovino leiteiro e, consequentemente, de redução drástica da produção de leite.

Ela revelou, ainda, a boa relação existente entre os organismos de gestão dos recursos hídricos do Ceará com os Comitês de Bacias, os quais compreendem a importância social e econômica da agropecuária, que, além de alimentar a população e os rebanhos de animais, gera emprego e renda na zona rural. 

FONTE/CRÉDITOS: Diário do Nordeste
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