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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

Ceará

Ceará confirma 96 casos de Febre Oropouche em cinco municípios

Os municípios afetados estão localizados em duas Coordenadorias Regionais de Saúde (Coads)

Redação Icó News
Por Redação Icó News
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Ceará confirma 96 casos de Febre Oropouche em cinco municípios
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O Ceará confirmou 96 casos de febre oropouche em cinco municípios, conforme o Boletim Epidemiológico das Arboviroses divulgado em 2 de agosto pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Os casos foram detectados na região do Maciço do Baturité, abrangendo as cidades de Pacoti (28 casos), Mulungu (26), Aratuba (22), Redenção (17) e Palmácia (3).

Os municípios afetados estão localizados em duas Coordenadorias Regionais de Saúde (Coads): Baturité, que inclui três municípios, e Maracanaú, que inclui dois municípios, ambos pertencentes à Superintendência Regional de Saúde de Fortaleza (SRSFOR).

Até o momento, não há registros de transmissão direta entre pessoas. A febre do oropouche é uma doença viral transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim, polvinha ou mosquito-pólvora. O diagnóstico é realizado por meio de testes que utilizam biologia molecular para detectar o material genético do vírus.

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A Sesa está conduzindo investigações complementares para entender melhor o cenário da doença no estado. Os pacientes geralmente apresentam sintomas como febre, dor de cabeça e dores musculares, semelhantes aos de outras arboviroses, destacando a importância de diagnósticos diferenciais laboratoriais.

Situação Atual e Recomendações

Apesar dos casos confirmados, a Sesa informou que, até o momento, não há indicação de uma ameaça iminente à saúde pública. A maior parte dos pacientes diagnosticados reside ou frequenta a zona rural dos municípios afetados.

Perfil dos Pacientes

Entre os 96 casos confirmados, 57,2% (55) são do sexo masculino, com idades variando entre 14 e 79 anos. A distribuição dos casos por Semana Epidemiológica do início dos sintomas mostra que as semanas 27 (de 30 de junho a 6 de julho de 2024) e 29 (de 14 a 20 de julho de 2024) concentraram 59,3% (57) dos casos confirmados.

A Sesa continua monitorando a situação e reforça a importância das medidas preventivas, como o uso de repelentes e a eliminação de focos de mosquitos, para evitar novas infecções.