As obras da Transnordestina, o ambicioso projeto ferroviário que visa conectar os estados do Piauí, Ceará e Pernambuco, podem enfrentar uma possível paralisação caso as demandas dos trabalhadores não sejam atendidas. O alerta foi dado por Arquimedes Fortes, coordenador de Fiscalização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Terraplanagem (Sintepav), durante uma assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (13) em Acopiara, Ceará.
A reunião aconteceu na véspera da visita do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao cantor de obras da Transnordestina em Piquet Carneiro. O encontro teve como objetivo discutir as reivindicações dos mais de 300 operários envolvidos na construção da ferrovia, com demandas que, se não forem atendidas, poderão levar à paralisação das atividades.
Principais Reivindicações
Entre as principais contribuições dos trabalhadores estão:
- Melhoria nas condições de trabalho
- Aumento salarial
- Benefícios adicionais
Arquimedes Fortes destacou que, caso as negociações não avancem nos próximos dias, uma greve poderá ser deflagrada, o que comprometeria o andamento das obras. “Nossa prioridade é garantir que os trabalhadores tenham condições dignas de trabalho e que suas demandas ou sejam vidas. Não queremos interromper a obra, mas, sem diálogo e avanços, a paralisação será resultado”, afirmou.
Impacto Potencial no Cronograma
A Transnordestina é considerada uma obra de extrema importância para o desenvolvimento do Nordeste, com 1.209 quilômetros de extensão. O projeto visa melhorar o escoamento da produção agrícola e mineral da região, conectando áreas do sertão aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). O governo federal, por meio de programas de infraestrutura, tem se comprometido a garantir os recursos necessários para a conclusão do projeto até 2027.
No entanto, qualquer paralisação pode impactar severamente o cronograma da obra, que já enfrenta desafios logísticos e orçamentários. A expectativa de entrega pode sofrer novos atrasos, gerando prejuízos econômicos e sociais para as diretamente beneficiadas pela ferrovia.