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Quinta-feira, 10 de Setembro 2026
Ceará

Reajuste de 9,61% na energia para empresas deve pressionar preços e comércio no Ceará

Segundo a Fecomércio Ceará, o aumento provoca um efeito duplo no comércio: eleva os custos operacionais das empresas e reduz o poder de compra das famílias,

Redação Icó News
Por Redação Icó News
Reajuste de 9,61% na energia para empresas deve pressionar preços e comércio no Ceará
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O aumento de 9,61% na conta de energia para empresas de alta tensão no Ceará já está em vigor desde a última quinta-feira (23) e deve impactar diretamente o comércio e o consumidor final. O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica para clientes da Enel Ceará.

Apesar de atingir apenas cerca de 0,12% das unidades consumidoras, que incluem indústrias e grandes empreendimentos, o impacto é considerado significativo por especialistas. Para consumidores residenciais, o reajuste médio em 2026 foi menor, de 4,61%.

Segundo a Fecomércio Ceará, o aumento provoca um efeito duplo no comércio: eleva os custos operacionais das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que tende a diminuir o consumo.

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Especialistas alertam que o reajuste deve gerar um efeito inflacionário em cadeia, já que a energia elétrica é um insumo essencial na produção de bens e serviços. Setores como têxtil, moveleiro, gráfico e alimentício estão entre os mais sensíveis ao aumento.

O presidente do Corecon-CE destaca que a energia é um custo difícil de substituir no curto prazo, o que leva à compressão das margens de lucro e ao repasse inevitável dos custos para o consumidor.

Entre os principais fatores que explicam a alta estão:

  • Encargos setoriais, que subiram 17,8%;
  • Custos de geração de energia, influenciados por condições hidrológicas menos favoráveis;
  • Fim de subsídios temporários aplicados em 2025.

Embora parte das grandes empresas esteja no Mercado Livre de Energia, onde o impacto é menor, esse ambiente também enfrenta alta nos preços, com aumentos de até 121% em contratos de curto prazo, segundo a Abraceel.

Na prática, o cenário aponta para uma inflação de custos, redução da competitividade das empresas cearenses e possível aumento no preço de produtos e serviços nos próximos meses.

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