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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026

Ceará

Em 4 meses, Censo identifica 80% da população do Ceará e está na reta final

Com fim previsto para dezembro, levantamento ainda enfrenta recusas a respostas e moradores ausentes

Redação Icó News
Por Redação Icó News
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Em 4 meses, Censo identifica 80% da população do Ceará e está na reta final
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Iniciado oficialmente em 1º de agosto, o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já identificou 7,4 milhões de pessoas no Ceará, cerca de 80,2% do total estimado pelo órgão, conforme novo balanço divulgado nesta terça-feira (6). O encerramento da atividade está previsto “para o início de dezembro”.

A última contagem da população cearense foi realizada entre agosto e novembro de 2010. Naquele ano, havia um contingente de 8,45 milhões de pessoas. Projeções recentes do IBGE sugerem que o número aumentou 9,3% nos últimos 12 anos, elevando para 9,24 milhões o número de habitantes no Estado.

Até 5 de dezembro deste ano, foram recenseadas 7.416.252 de pessoas, sendo 3.825.535 mulheres (51,58%) e 3.590.717 homens (48,41%).

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Em relação aos povos e comunidades tradicionais, 41.525 indígenas e 21.284 quilombolas já foram contados. “Embora ainda parcial, o número de quilombolas é inédito, já que esta é a primeira vez que esse tipo de investigação está sendo feita”, argumenta o órgão.

ADESÃO AO CENSO

Foram visitados 2.526.192 domicílios. Em 2,36% dos domicílios do estado, houve recusa em responder à pesquisa, e em 4,20% os moradores estavam ausentes. “Estes percentuais ainda devem ser reduzidos até o final da operação”, diz o IBGE.

A maioria dos questionários (99,6%) foi respondida de forma presencial, mas 4.060 domicílios optaram por responder pela internet e, outros 4.828, pelo telefone.

Considerando os 19.810 setores censitários urbanos e rurais do estado, mapeamento que funciona como base para as visitas, 18.838 (95%) já estão sendo trabalhados.

Além das recusas e ausências, o levantamento também enfrenta a desistência de centenas de recenseadores. Só no Ceará, foram mais de 800. Eles alegam motivos como medo da violência e atrasos nos pagamentos para pedirem demissão da função.

 

FONTE/CRÉDITOS: DN